II Jornadas Internacionais de Idade Média: Espaços e Poderes na Europa Urbana Medieval

Imagen II Jornadas Internacionais de Idade Média: Espaços e Poderes na Europa Urbana Medieval

As Jornadas Internacionais da Idade Média resultam da parceria estabelecida entre o Instituto de Estudos Medievais da FCSH/NOVA e o município de Castelo de Vide. Uniram-se, assim, as vontades e a eficácia de um centro de investigação que articula a pesquisa científica com a sua transferência para a sociedade e de uma câmara apostada em investir, de forma sustentada, na cultura, na preservação patrimonial e na formação.

É objetivo das duas instituições transformar estes encontros numa realização anual, que se transforme em foro de discussão dos grandes temas e problemáticas da Idade Média entre especialistas de várias áreas científicas, nomeadamente a história, a arqueologia, a história de arte e a literatura, entre outras.

Desta forma, cumpre-se a marca multidisciplinar que singulariza o IEM como a única unidade de investigação portuguesa exclusivamente vocacionada para desenvolver estudos sobre esta época. A escolha de Castelo de Vide para albergar o evento permite aos investigadores imergirem num ambiente propiciatório à reflexão sobre a Idade Média e contribuirá para impulsionar as potencialidades atrativas e patrimoniais desta vila e da região transfronteiriça em que se insere.

Pretende-se que, a seu tempo, as Jornadas Internacionais da Idade Média, realizadas em Castelo de Vide, venham a marcar o ritmo dos encontros regulares sobre Idade Média a nível internacional.

 

O Instituto de Estudos Medievais da NOVA-FCSH e a Câmara Municipal de Castelo de Vide organizam nos próximos dias 5 a 7 de outubro de 2017 as II Jornadas Medievais Internacionais de Idade Média, este ano subordinadas ao tema dos “Espaços e Poderes na Europa Urbana Medieval”.

A cidade medieval pode ser encarada como um palimpsesto, capaz de revelar a sociedade que a moldou e ocupa e de exprimir as tensões entre o jogo das forças naturais -determinantes na escolha ou na utilização do sítio- e o que resulta da ação humana, procurando revelar a identidade das paisagens urbanas e periurbanas a partir da interpretação da correlação entre a vivência e a forma. Na verdade, a leitura das paisagens pode ser um meio de apreender o grau e diversidade do corpo social que as ocupa, a maior ou menor concentração populacional, a organização do trabalho, o dinamismo religioso, e sobretudo, a dinâmica dos poderes que sobre ela se exerce.

Todavia, a integração da história na análise da forma e evolução dos espaços urbanos e das suas vivências surge como indispensável quando se tem presente que cabe à história a precisão cronológica e sobretudo, o desvendar dos parâmetros que enformavam a sociedade que organizava e ocupava esses espaços. A análise do espaço tem de levar em conta que a cidade é a forma mais complexa de interdependência entre os homens, organizando a sua existência social mediante formas e regras específicas.

No caso das cidades medievais é necessário sempre ter presente que elas integram um fenómeno determinante, de grande envergadura e significado, que se afirmou numa Europa essencialmente ruralizada, pelo que a sua compreensão não pode ser dissociada do entendimento da sua envolvente rural. Inseridas numa sociedade feudal e cristã que considerava o campo como espaço preferencial, as cidades tendiam a afirmarem-se como um corpo em oposição a sistemas de valores dominantes, sendo, portanto um local de tensões e de equilíbrios precários e que apenas podem ser inteiramente entendidas quando se detetam essas influências.

A estrutura do encontro contará com três conferências plenárias realizadas por investigadores convidados pela organização e com sessões temáticas. Casa uma dessas sessões será constituída por três comunicações e terá a duração de 60 minutos. Os investigadores interessados poderão propor assim sessões ou comunicações individuais. Estas últimas serão agrupadas pela organização em painéis coerentes. Poderão ainda ser apresentados posters no âmbito dos painéis temáticos propostos.

As jornadas contam também como um programa sociocultural que inclui uma visita guiada à vila de Castelo de Vide, o Jantar das Jornadas, bem como visitas a Marvão e à Ammaia, a realizar no final do evento científico. Durante o encontro será ainda lançado o livro que resultou das I Jornadas Internacionais de Idade Média de Castelo de Vide, realizadas em outubro de 2016.

As línguas do encontro são o português, o espanhol, o francês e o inglês.

 

Convidam-se os investigadores de qualquer área científica, que se interessem pelo tema da cidade medieval a apresentarem propostas de sessões, comunicação ou poster no âmbito dos seguintes painéis temáticos:

1 – A intervenção dos poderes sobre o espaço urbano: estratégias e tensões

2 – Espaços de poder na cidade: perspetivas desde a arqueologia

3 – Espaços de poder na cidade: construções, rituais, percursos e símbolos

4 – A representação dos espaços urbanos de poder: literatura e iconografia

5 – Materialidades: indicadores arqueológicos para o reconhecimento de um espaço de poder na cidade

6 – Espaço e poder em Castelo de Vide medieval: abordagens multidisciplinares a um espaço de fronteira.

 

Submissão de propostas de sessão/comunicação/póster: até 15 de julho

Anuncio da aceitação de propostas: 30 de julho

Registo dos comunicantes: 30 de julho a 5 de setembro

Divulgação do programa das Jornadas: 10 de setembro

Inscrição de assistentes: a partir de 10 de Setembro 

Realização das Jornadas:  5 a 7 de outubro

Envio de originais para revisão: 31 de Dezembro


ical Google outlook Call for papers
Disciplinas:
Historia.
Publicado el 6-06-2017.